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Como As Maiores Empresas Do Setor Da Construção Passaram Pela Crise

Conforme já falamos aqui no blog, a pandemia impulsionou inúmeras mudanças na sociedade e em diversos setores da economia. Afinal, o digital se tornou o principal meio de trabalho e muitos segmentos tiveram que se adaptar a este novo cenário, inclusive a construção civil, que também precisou se reinventar em vários aspectos para evitar maiores prejuízos. Neste artigo falaremos quais as principais medidas que gestores de grandes empresas do setor precisaram tomar durante este período para passar pela crise. Confira!

MRV Engenharia

Maior construtora da América Latina e maior incorporadora do Minha Casa, Minha Vida, a MRV Engenharia também sentiu os efeitos da crise. Em março, início da pandemia, as notícias não eram boas: pelo menos 20% das obras estavam paralisadas. Agindo rápido, os executivos da MRV criaram um comitê de crise em que se reuniam diariamente para discutir quais medidas preventivas tomariam. Isso levou a uma redução de 15% no tamanho da equipe trabalhando na sede, além do cancelamento de viagens e da participação em eventos.


Corretores passaram a iniciar os atendimentos online e clientes tiveram documentos retirados em suas casas para que não precisassem sair. A ação rápida e bem planejada, fez com que o índice de obras paradas chegasse a apenas 3% em junho e nenhum caso crítico de covid-19 entre os funcionários fosse registrado até então.


Sabendo que a chegada da pandemia forçaria as construtoras a acelerarem a implantação de plataformas digitais para vender seus imóveis, a empresa apostou num projeto que já estava nos planos antes da crise: a plataforma online recebeu R$300 milhões em investimentos e proporcionou aos compradores uma experiência em que conseguem realizar pelo menos 80% do processo de compra diretamente pelo site.


Relatório de Sustentabilidade 2019 - MRV

E pelo visto, a estratégia deu certo! A MRV bateu um recorde histórico de vendas e as receitas registraram R$1,6 bilhão, número histórico para a companhia. Rafael Menin, presidente da construtora, acredita que a construção seja a indústria mais promissora dos próximos anos e que os pilares para a recuperação rápida já estão colocados.


Cyrela

Já para a Cyrela, incorporadora e construtora com quase 60 anos de mercado, o grande desafio foi encontrar formas de encantar o cliente no digital. Guilherme Sawaya, Head de Inovação da empresa, contou em uma entrevista que descobriu por um estudo feito na empresa, que a jornada do cliente já era em grande parte, digital. Então, o desafio era levar também para o computador a experiência que os compradores encontram no stand de vendas e nas visitas com corretores.


A jornada para que isso saísse do papel resultou em 41 projetos que mapearam as etapas que poderiam ser digitais. Aliada a algumas startups, a Cyrela não só desenvolveu soluções para meios eletrônicos, como também para seus espaços físicos, que beneficiam o entorno das obras.


Não obstante, a incorporadora tem investido cada vez mais em inovação para tornar as suas construções mais eficientes do ponto de vista ambiental, tecnológico e para atender às novas demandas da sociedade. Há algum tempo, a empresa vem trabalhando na ideia de que construir, vender e entregar apartamentos é fundamental, mas não o suficiente para se destacar em um mercado tão competitivo.


Todas as mudanças refletiram também nas startups que fazem parte do ecossistema da Cyrela, como a Mude.me. Uma ideia inovadora e totalmente digital em que casais criam uma vaquinha online para conseguir seu futuro lar. Veja no vídeo abaixo:


Gerdau

O segundo semestre de 2020 trouxe recuperação à indústria do aço e, depois de uma queda de 27,9% na produção em junho, o setor vem crescendo e retomando o mercado. A Gerdau, uma das maiores produtoras de aço do Brasil, já se mostrava confiante em agosto com a recuperação da demanda por aços longos.

Para a Gerdau, a maior preocupação foi com a saúde dos colaboradores, clientes e fornecedores. Gustavo Werneck, CEO da empresa, contou em entrevista ao UOL que a indústria do aço está se transformando e que o objetivo é deixar a experiência de construir e reformar mais prazerosa para o consumidor. O empresário citou também que 17% do que é investido em construção mundialmente é desperdiçado com retrabalhos e materiais não especificados, mostrando que o setor ainda tem muito o que fazer para mudar este cenário de retrabalhos e pouca produtividade.


A Gerdau também já vem dando passos que ajudam a indústria a se digitalizar, projetando uma plataforma que une produtos e serviços e facilita o processo de reforma ao centralizar toda a cadeia produtiva em um só lugar, a Juntos Somos Mais, desenvolvida em parceria com a Votorantim e Tigre.

As mudanças digitais da Gerdau também incluíram a instalação de 40 mil sensores em mil dos seus equipamentos mais importantes, o que possibilitou a simulação online da operação das usinas e a antecipação para possíveis problemas. Além disso, a empresa mostra constante preocupação com o bem-estar de seus colaboradores, utilizam câmeras para identificar situações inseguras e sensores que detectam sinais de cansaço dos trabalhadores, evitando acidentes.


Para o pós-pandemia, o CEO explicou que a companhia trabalha para conseguir a certificação como uma Empresa B, aquelas em que o modelo de negócio é mais sustentável e busca promover uma indústria mais diversa em que mulheres têm mais participação.


É certo que a pandemia desencadeou diversas mudanças e que podemos esperar, para o futuro da construção civil, uma série de inovações. Seja no Brasil ou no mundo, o setor vem sendo pressionado a mudar e a se reinventar para oferecer soluções aos seus conhecidos problemas. Construtoras, incorporadoras, entre outras empresas da cadeia produtiva que ainda não se atentaram para essas mudanças e não colocarem a inovação no centro de suas estratégias, podem perder espaço no mercado em pouco tempo. Se reinventar é a chave para se manter de pé. Sua empresa está preparada?


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