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Startups e IoT: caminhos que se cruzam gerando novas soluções



A disseminação do conceito de “startup” e do próprio surgimento da IoT (Internet Of Things) são fenômenos recentes, verdadeiros traços do início do século XXI. Em determinado momento esses conceitos se cruzam e toda a sociedade espera ansiosa pelo produto desse cruzamento.

É preciso, antes de tudo, atualizarmos o conceito de startup, pois elas existem desde que o homem busca novas soluções para resolver antigos ou novos problemas, transformando essas soluções em negócios escaláveis. O conceito ganhou notoriedade no mundo a partir do momento em que as novas tecnologias digitais entraram na pauta de empreendedores, que perceberam a oportunidade de gerar soluções disruptivas, melhorando a vida das pessoas e os processos empresariais.


A ideia de se produzir a IoT data do início do século XXI, quando o escritório da MIT abrigou um projeto de Kevin Ashton. Na ocasião, Ashton pesquisava uma solução para a Procter & Gamble, cujo propósito era agregar qualidade aos processos de TI. A ideia de Ashton era que todos os objetos que operavam a rotina da empresa fossem conectados a computadores, de modo que se tornasse possível operá-los e controlá-los remotamente. Essa conexão se daria por meio de identificadores acoplados a esses objetos.


É claro que para essa ideia se tornar viável e útil, seria necessário o desenvolvimento de aplicações exclusivas para dar vida e inteligência a essa conexão entre objetos e computadores. Softwares deveriam ser capazes de decodificar os dados captados via dispositivos de transmissão e transformá-los em insights de negócio.


Ashton entendia que seria possível rastrear e contar tudo, obtendo um controle detalhista de todas as atividades operacionais. Com isso, seria possível reduzir os desperdícios, os custos e as perdas decorrentes da falta de informações sobre não conformidades dentro dos processos.

Outro aspecto da tecnologia empregada em IoT são os sensores, que dotaram os computadores da capacidade de captar sons, imagens e até odores, o que lhes confere autonomia operacional antes inimaginável, tornando a realidade bem mais próxima dos filmes futuristas com os quais nos acostumamos, pensando que não viveríamos para vivenciar seus enredos.


A tese de Ashton remete aos primeiros anos do século XXI. Desde então o mundo ganhou infraestrutura suficiente para suportar a transformação da internet das coisas em realidade, colocando-a na rotina de grandes empresas do setor industrial, agropastoril, de comércio, serviços e logística.


A naturalização da conexão sem fio e a espantosa expansão dos serviços de banda larga estão entre as variáveis que permitiram transformar a internet das coisas em tecnologia viável e disponível para que startups pudessem incluí-la na lista de ferramentas para geração e aperfeiçoamento de soluções.


O que acontece, então, quando startups e IoT se cruzam?


Dotadas de grandes estruturas e orçamentos para pesquisa tecnológica, é evidente que as grandes corporações saíram na frente para desenvolver suas próprias soluções de IoT. Empresas como Alibaba, Hitachi, Huawei, Rolls Royce, Bosch, Cisco, Amazon, AT&T, IBM, Google, Microsoft, Oracle, Samsung e DHL estão entre as que desenvolveram soluções robustas com a nova tecnologia.


A AWS, maior provedora global de cloud, criou uma solução que permite aos seus usuários desenvolverem suas próprias aplicações para fazer controle remoto de coisas por meio de sensores. A IBM, por sua vez, desenvolveu uma plataforma de IoT conectada à plataforma Watson, de inteligência artificial, gerando novos recursos para qualificar suas soluções em tecnologia da informação.


Isso não quer dizer que não haja espaço para as startups. Toda nova tecnologia se expande e se torna gradativamente mais acessível. Além disso, as oportunidades são infinitas, pois chegou a hora de levar os benefícios da internet das coisas às pessoas. Isso significa agregar valor à rotina das mesmas.


Estamos pensando em moradias e até em cidades inteligentes, o que inclui inúmeras soluções voltadas para o dia a dia das pessoas. A Beyond, startup do Rio Grande do Sul, desenvolveu um sistema de IoT que permite conectar todos os equipamentos de uma residência e comandá-los a partir do celular.


Com a solução da Beyond, será possível que as pessoas liguem e desliguem equipamentos à distância. O sistema permite que o usuário agende horário para o acionamento de equipamentos eletroeletrônicos, bastando para isso que o mesmo autorize a troca dos interruptores e tomadas comuns pelos dispositivos de IoT. O sistema é capaz, inclusive, de fazer o controle do consumo elétrico da residência.


As startups estão atuando também no desenvolvimento de soluções para pequenas, médias e grandes empresas. É o caso da Expin, outra startup do Rio Grande do Sul, que desenvolveu uma solução de IoT para supermercados e frigoríficos.


Um aspecto sensível da operação dessas empresas é o risco de perder investimento em decorrência da perda de alimentos por problemas nos sistemas de refrigeração. O mecanismo desenvolvido pela Expin se assemelha às soluções aplicadas a equipamentos industriais. Ele monitora continuamente, por meio de sensores, o desempenho desses refrigeradores.


O monitoramento humano é feito remotamente, com base nos dados coletados, permitindo que a empresa tenha maior controle sobre o desempenho do equipamento, proporcionando à mesma a possibilidade de fazer manutenção preditiva e evitar embaraços com a fiscalização em decorrência de alimentos não estarem sendo mantidos dentro das exigências sanitárias.


A Loopkey, por sua vez, desenvolveu um sistema de acesso e monitoramento em ambientes empresariais. Além de segurança, a solução da empresa traz comodidade e conveniência para as empresas que a adotam, sendo possível autorizar acesso remotamente a clientes e visitantes. Em outras palavras, a Loopkey trocou as chaves por seus dispositivos de IoT, mas ainda há um outro aspecto, que é a possibilidade de obter informações de acesso, pois o sistema informa quem entrou ou saiu do ambiente ao longo de determinado período.


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